Mãe, já passei da
"fase" de te escrever cartinhas, no teu aniversário, quando eu queria
achar uma forma de demonstrar meu amor por ti, e principalmente no dia das mães
fazendo desenhos e escrevendo coisas do tipo "tu é a melhor mãe de mundo,
te amo", isso tu sempre soube, até porque "criança não mente",
né? (Menos o Andrey, é óbvio heh)
Mas então, isso é uma carta, não só de dia das mães, mas como nessa época os corações maternais ficam frouxos e sensíveis, não vejo melhor momento pra te comover e quem sabe, te convencer a me dar um carro. Brincadeira.
Eu ia fazer uma carta a punho pra ti, mas tu perderia e já era todas as minhas palavras e tempo gastos contigo. Brincadeira, de novo.
Na verdade, esse tipo de coisa meio bobinho, apesar amar cartas, eu acho bobo, porém bonito e sincero, mas afinal o amor é assim, não é mesmo?
Tu, mãe, e principalmente amiga, sabe melhor do que qualquer pessoa que, o amor, pra ser verdadeiro e reciproco não precisa ser dito e nem ser exibido, apenas sentido e demonstrado, mãe é mãe, tu sabe o quanto eu te amo, porém talvez, eu não demonstre tanto. E como estamos vivendo nos tempos modernos, tu não sai da frente do computador, eu gosto muito de escrever e não se tem nada pra fazer, principalmente num sábado de madrugada, sentada na sala, coberta com um friozinho lindo lá fora, onde não se ouve nada além da vibração dos tecidos da garganta do pai (lê-se: ronco heh), não pude perder a oportunidade de te pedir: POR FAVOR, VAI COMPRAR UM COMPUTADOR PRA TI!
Procurei em dicionários, no google, em livros o significado dessa palavra, tão pequena, mas tão colossal. Foi nesse momento em que percebi que essa palavra não precisa de significado, pra saber o que representa e o quão é importante, que mães apesar de serem de diferentes raças, modos, moldes, sentimentos, sorrisos, são todas iguais, de coração mole.
Quero especialmente falar de uma, com nome, cheiro e jeito de flor, de temperamento forte, de um jeito manso, de um coração gigantesco, de um sorriso inconfundível, de uma voz irritante, mas que soa como poesia aos meus ouvidos quando vem cheia de manha e querendo dar ordem.
Em questão de minuto me passou um flashback e lembro da minha infância, de quando, tu tinha o pulso firme perante as decisões que tomava quando não deixava em posar na casa das minhas amigas, de não me deixar sair sozinha á noite, por me proteger tanto, talvez a proteção seja um grande erro no decorrer da infância e da adolescência, mas comigo foi diferente, apesar do meu jeito rebelde (hehe), das nossas brigas durante esse período, nossas discussões, nosso comportamento de duas irmãs adolescentes, tu querendo ser minha dona, eu querendo ser tua mãe, vendo de um angulo, ao contrário do que víamos, tudo isso não passava de proteção, de aprendizagem, de querer bem, de precisar, de querer, de ser, de sentir. Todos os teus conselhos, nossas conversas, tua personalidade, teu caráter, teu esforço de querer ser sempre a melhor, tudo isso contribuiu pra eu crescer como ser humano, como cidadã, como amiga, como mulher. Quando eu fico irritada, gritona, “reclamona”, na TPM, o que eu vejo no espelho é um reflexo de ti em mim, e por mais que pareça ruim esse meu temperamento, também forte, eu tenho um orgulho imenso de ser parecida contigo, nosso modo de ver a vida, nossos pensamentos, nossas decisões, são diferentes. E são essas semelhanças e diferenças que nos fizeram chegar até aqui, no ápice do amor eterno.
Escrever tudo isso me dói, ver que tô crescendo, que já não somos mais as mesmas, tu te tornando minha coroa, eu me tornando a tua dona de casa, me tornando adulta, olho pra trás e vejo como tanta coisa mudou, tanto já passamos juntas, mas nosso amor é o mesmo, me dói ver como o tempo passa. E são essas coisas que fazem eu me sentir viva!
Mas então, isso é uma carta, não só de dia das mães, mas como nessa época os corações maternais ficam frouxos e sensíveis, não vejo melhor momento pra te comover e quem sabe, te convencer a me dar um carro. Brincadeira.
Eu ia fazer uma carta a punho pra ti, mas tu perderia e já era todas as minhas palavras e tempo gastos contigo. Brincadeira, de novo.
Na verdade, esse tipo de coisa meio bobinho, apesar amar cartas, eu acho bobo, porém bonito e sincero, mas afinal o amor é assim, não é mesmo?
Tu, mãe, e principalmente amiga, sabe melhor do que qualquer pessoa que, o amor, pra ser verdadeiro e reciproco não precisa ser dito e nem ser exibido, apenas sentido e demonstrado, mãe é mãe, tu sabe o quanto eu te amo, porém talvez, eu não demonstre tanto. E como estamos vivendo nos tempos modernos, tu não sai da frente do computador, eu gosto muito de escrever e não se tem nada pra fazer, principalmente num sábado de madrugada, sentada na sala, coberta com um friozinho lindo lá fora, onde não se ouve nada além da vibração dos tecidos da garganta do pai (lê-se: ronco heh), não pude perder a oportunidade de te pedir: POR FAVOR, VAI COMPRAR UM COMPUTADOR PRA TI!
Procurei em dicionários, no google, em livros o significado dessa palavra, tão pequena, mas tão colossal. Foi nesse momento em que percebi que essa palavra não precisa de significado, pra saber o que representa e o quão é importante, que mães apesar de serem de diferentes raças, modos, moldes, sentimentos, sorrisos, são todas iguais, de coração mole.
Quero especialmente falar de uma, com nome, cheiro e jeito de flor, de temperamento forte, de um jeito manso, de um coração gigantesco, de um sorriso inconfundível, de uma voz irritante, mas que soa como poesia aos meus ouvidos quando vem cheia de manha e querendo dar ordem.
Em questão de minuto me passou um flashback e lembro da minha infância, de quando, tu tinha o pulso firme perante as decisões que tomava quando não deixava em posar na casa das minhas amigas, de não me deixar sair sozinha á noite, por me proteger tanto, talvez a proteção seja um grande erro no decorrer da infância e da adolescência, mas comigo foi diferente, apesar do meu jeito rebelde (hehe), das nossas brigas durante esse período, nossas discussões, nosso comportamento de duas irmãs adolescentes, tu querendo ser minha dona, eu querendo ser tua mãe, vendo de um angulo, ao contrário do que víamos, tudo isso não passava de proteção, de aprendizagem, de querer bem, de precisar, de querer, de ser, de sentir. Todos os teus conselhos, nossas conversas, tua personalidade, teu caráter, teu esforço de querer ser sempre a melhor, tudo isso contribuiu pra eu crescer como ser humano, como cidadã, como amiga, como mulher. Quando eu fico irritada, gritona, “reclamona”, na TPM, o que eu vejo no espelho é um reflexo de ti em mim, e por mais que pareça ruim esse meu temperamento, também forte, eu tenho um orgulho imenso de ser parecida contigo, nosso modo de ver a vida, nossos pensamentos, nossas decisões, são diferentes. E são essas semelhanças e diferenças que nos fizeram chegar até aqui, no ápice do amor eterno.
Escrever tudo isso me dói, ver que tô crescendo, que já não somos mais as mesmas, tu te tornando minha coroa, eu me tornando a tua dona de casa, me tornando adulta, olho pra trás e vejo como tanta coisa mudou, tanto já passamos juntas, mas nosso amor é o mesmo, me dói ver como o tempo passa. E são essas coisas que fazem eu me sentir viva!
"Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folhas, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz - se não tiver, a gente inventa."
Nenhum comentário:
Postar um comentário