"Ninguém sabe o quanto eu torço pra esse barco virar."
Mentira. Na verdade eu não torço.
Mentira. Na verdade eu não torço.
Sempre que eu posso, eu remo, remo até os braços cansarem, eu tento, mas sozinha é difícil, aprendi a deixar o barco ser levado pela maré, ás vezes parece que estamos sendo levados por um redemoinho, quase afundando.
Sabe, o cais me parece tão longe que a vontade é de sair nadando contra o tempo e jamais ter encontrado a razão de querer entrar no barco, de querer enfrentar toda a correnteza.
O que me parece é que existe um buraco exatamente no meio do barco, que me separa de ti, estamos afundando e nada mais posso fazer, porque já me cansei de remar, não tenho forças e muito menos motivos.
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