É até engraçado sentir toda essas sensações novamente, insegurança, incerteza e sinceridade.
Aquele desespero em te encontrar. Já não saber segurar o sorriso ao te ver.
A vontade de falar tudo que sinto, e ao mesmo tempo te dizer que não sei o que quero, o medo que aparece e logo desaparece em questão de segundos.
O coração que bate sempre forte e em sentido horário, compulsoriamente.
O encontro no meio do desencontro e na troca de olhares, os ciúmes sem sentido e sem razão, os estômago embrulhado e as mãos suando frio.
Acordar no meio da noite com o coração saltando do peito, sentir aquela vontade de sair pelas ruas ao teu encontro e que a vontade é de estar no meio dos espaços em branco que só um olhar pode preencher esse sentimento já transborda pelos olhos.
Tudo parece tão claro, mas é tão complicado saber se é realmente o que o coração diz. Ele que sempre me enganou.
O pessimismo sempre toma conta, o meu medo de sentir toda essa euforia sozinha, como se eu soubesse que nada daria certo, que os dias andariam pra trás e a mesma história se repetiria, como em todas as vezes em que eu tentei ler um livro diferente.
É difícil pra mim, agora, saber que é tênue a linha entre te perder e de me deixar ser levada por ti.
Diversas vezes tentei me adiantar e atravessar na frente do presente, mas tenho receio do que aconteça, pois sempre espero demais de mim, acredito que o acaso é o meu melhor amigo e acabo me decepcionando, fico na incerteza por saber que tudo isso aconteceu tão deliberadamente que eu mesma não fui capaz de perceber que não era de hoje.
"Eu não quero ter que viver na incerteza de que não tentei."
Vou deixar o improvável acontecer, vou me entregar á ele de braços abertos e de olhos fechados.
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