quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cara estranho.

Gosto quando os dias passam sem eu perceber, quando não vejo nem sinal do tempo, quando não me preocupo em olhar pro relógio.

Aliás, não gosto e não sigo o relógio, me sinto inimiga do tempo, embora queira que ele passe logo, ás vezes  me bate uma pré-nostalgia, muitas vezes sinto falta dele, quero que ele volte, até mesmo sem ter passado por ele.
Me sinto viva quando os dias são enlouquecedores, calorosos, tempestuosos, me viro do avesso pra fazer as coisas ficarem bem feitas, e quando isso acontece, chega o final do dia, me sinto cansada, mas posso estufar o peito e dizer: "tudo que eu poderia ter feito, eu fiz!".
Me atraso por opção, corro pra não perder a lotação, e nunca tenho dinheiro, trabalho não trabalhando, não faço nada que eu não goste, gosto de tudo que seja simples e doce.
Reclamo de tudo e de todos, mas não vou mudar.
Me sinto muitas vezes culpada pelas brigas em família, por não estar sempre presente, por não ter a educação devida com quem eu devo agora, 16 anos do mais puro amor incondicional.
Me sinto livre pra fazer o que quiser pedindo permissão pros meus pais - é, desse jeito mesmo - me sinto segura quando estou na rua, sem ninguém. Não gosto do barulho das pessoas, mas amo ouvir o som das vozes.
Acredito que nem tudo é tão ruim, apesar do pessimismo mandar em mim.
Sou hipocondríaco com força, e não acho que o remédio seja e melhor opção.
Não me sinto na obrigação de agradar ninguém, mas confesso que por muitas vezes coloquei uma mascara, me fiz de algo que eu não sou pra não ver alguém tristonho.
Acredito nas pessoas, acredito que o bem e o amor são as coisas mais importantes da vida.
Gosto da liberdade, do viver bem, do ser feliz, do voar com os pés no chão.
Amanhã eu posso mudar, sou participante ativo da eterna mudança. Mas continuo a mesma!

Nenhum comentário:

Postar um comentário